1ª FASE

 EQUIPESJOGOSVITÓRIASEMPATESDERROTASGM GCSGPONTOS
São Gabriel1006020215100520
Inter-SM1004040211080316
Avenida1004030316140215
Cachoeira100304031113-0213
Lajeadense100302051317-0411
Riograndense100103060913-0406

04/03 – Lajeadense 0x1 Inter-SM
11/03 – Inter-SM 0x1 São Gabriel
18/03 – Riograndense 1×1 Inter-SM
21/03 – Inter-SM 1×0 Cachoeira
25/03 – Avenida 2×2 Inter-SM

01/04 – Inter-SM 2×0 Avenida
04/04 – Cachoeira 0x0 Inter-SM
10/04 – Inter-SM 1×0 Riograndense
15/04 – São Gabriel 3×1 Inter-SM
22/04 – Inter-SM 2×0 Lajeadense

2ª FASE

 EQUIPESJOGOSVITÓRIASEMPATESDERROTASGMGCSGPONTOS
Inter-SM1408040220081228
Santo Ângelo1407040318150325
Ypiranga1405080117130423
Inter B1406040421150622
Avenida1405060315140121
São Gabriel1405020725200517
Cachoeira140105081325-1208
Panambi140103100827-1906

01/05 – Inter-SM 3×1 Ypiranga
05/05 – Avenida 2×1 Inter-SM
08/05 – São Gabriel 0x1 Inter-SM
13/05 – Inter-SM 1×1 Inter B
17/05 – Panambi 0x1 Inter-SM
22/05 – Inter-SM 4×0 Cachoeira
26/05 – Santo Ângelo 0x0 Inter-SM

03/06 – Ypiranga 0x0 Inter-SM
07/06 – Inter-SM 0x0 Avenida
14/06 – Inter-SM 3×0 São Gabriel
17/06 – Inter B 4×0 Inter-SM
24/06 – Inter-SM 1×0 Panambi
01/07 – Cachoeira 0x2 Inter-SM
08/07 – Inter-SM 3×0 Santo Ângelo

OCTAGONAL FINAL

 EQUIPESJOGOSVITÓRIASEMPATESDERROTASGMGCSGPONTOS
Sapucaiense1407050218081026
Inter-SM1407040320120825
Santo Ângelo1406060219130624
Pelotas1406050318110723
Bagé140307041617-0116
Ypiranga140307041722-0513
Rio Grande140304071017-0713
Ipiranga140203091128-1709

15/07 – Ypiranga 1×1 Inter-SM
23/07 – Inter-SM 3×0 Rio Grande
29/07 – Bagé 1×3 Inter-SM
01/08 – Santo Ângelo 1×0 Inter-SM
05/08 – Inter-SM 1×1 Sapucaiense
12/08 – Inter-SM 1×1 Ipiranga
20/08 – Pelotas 1×0 Inter-SM

26/08 – Inter-SM 3×1 Ypiranga
02/09 – Rio Grande 2×1 Inter-SM
09/09 – Inter-SM 1×1 Bagé
12/09 – Inter-SM 1×1 Santo Ângelo
26/09 – Sapucaiense 0x1 Inter-SM
22/09 – Ipiranga 0x1 Inter-SM
29/09 – Inter-SM 2×1 Pelotas

A PARTIDA DECISIVA

O jogo derradeiro entre Internacional e Pelotas foi um capítulo à parte. Uma emocionante decisão que durou mais de 100 minutos e que foi cercada de todos os elemtnso que geralmente se fazem presente em um duelo final. Foi assim naquela tarde do dia 29 de setembro, um sábado especial para a prática do futebol.

O clube de Santa Maria entrou na última rodada do octogonal final da Série B do Gauchão em terceiro lugar na tabela de classificação, com 22 pontos. O alvirrubro estava atrás do Pelotas, o líder com 23 pontos, e do Sapucaiense, segundo colocado e também com 23 pontos. Em quarto lugar e com 21 pontos, o Santo Ângelo completava o grupo das equipes que ainda tinham chances de chegar à primeira divisão.

Ao Internacional, bastava uma vitória por qualquer placar. E ela veio, da forma mais dramática possível. O fato de jogar em casa, diante de um Estádio Presidente Vargas lotado (cerca de 8,5 mil pessoas foram à Baixada e pelo menos 2 mil ficaram de fora apesar de estarem com ingresso na mão) poderia ser determinante. Porém, era preciso vencer o até então líder do octogonal final.

Confiante na classificação, o time de Bebeto Rosa se apegou a orações e fez do seu vestiário um verdadeiro altar. Afinal, o alvirrubro estava disposto a deixar para trás a sina de “nadar, nadar e morrer na praia”. Mas naquele dia o desfecho foi outro.

O Inter estava determinado a marcar um gol bem cedo para ter tranquilidade no restante da partida. E cumpriu o planejamento à risca. Eram registrados 10 minutos de jogo quando o meia Chiquinho cobrou um escanteio pela direita. A bola foi até o primeiro pau e encontrou Cirilo bem-colocado na área. De cabeça, o zagueiro desviou a bola para as redes e deu início a uma alegria que tomou conta de Santa Maria.

Mas ainda havia muito tempo de bola rolando e era preciso segurar o Pelotas, que tinha em seu elenco o artilheiro do campeonato, Jorge, com 18 gols. Do lado colorado, raça e empenho não faltaram, tanto que sobraram divididas e chutões para afastar o perigo de gol. Aos 24 minutos do primeiro tempo, o time da casa sofreu uma baixa que preocupou os alvirrubros. Fabinho lesionou o joelho e precisou ser substítuido por Edinho. Contestado em muitas partidas, desta vez Edinho entrou bem e ameaçou o adversário logo nos primeiros instantes de sua atuação.

No entanto, as grandes emoções estavam guardadas para o segundo tempo. Mais uma vez, o placar foi mexido cedinho, aos 4 minutos, Chiquinho cobrou falta quase na linha de escanteio, a bola viajou pela área até o segundo pau, onde estava o centroavante matador Alê Menezes, que, de cabeça, ampliou a vitória para 2 a 0. A comemoração durou pouco. Três minutos depois, após outro escanteio, Michel descontou para o Pelotas em um lance que gerou confusão dentro da goleira e resultou na expulsão do próprio Michel e do alvirrubro Cirilo.

A partir daí, o jeito foi segurar a equipe pelotense, que pressionou até o último minuto. A tensão fora das quatro linhas era tamanha que, depois dos 40 minutos, o jogo teve de ser interrompido mais de uma vez porque vários torcedores e até jogadores e integrantes da comissão técnica comemoravam a vitória antes do apito final. E uma nova confusão se deu quando o árbitro Márcio Chagas da Silva levantou o braço para marcar uma falta aos 55 minutos do segundo tempo. A torcida entendeu o gesto como sendo o final da partida e voltou a invadir o gramado. Quanto tudo foi contornado, já não restava muito tempo tempo para que o Internacional fosse declarado oficialmente, classificado à Série A do Gauchão 2008.

A explosão de alegria foi geral na Baixada – menos no lado da torcida do Pelotas, é claro. O choro emocionado invadiu o vestiário colorado. “Não temos o melhor time, mas temos o melhor grupo”, desabafou o goleiro Luciano durante a comemoração. Com os olhos marejados, o técnico Bebeto Rosa chegou a dizer que amava todos os jogadores do Internacional e declarou: “Eu disse que íamos botar fogo na cidade. Está posto”. A comemoração do segundo lugar e da conquista da tão sonhada vaga – o Sapucaiense ficou com o título de campeão – estendeu-se até o começo da noite pelas ruas de Santa Maria. A pé ou de carro, os jogadores e sua empolgada torcida tomaram a direção da Avenida Presidente Vargas e lá festejaram o começo de uma nova era para o futebol santa-mariense.

Texto retirado do livro Almanaque dos 80 Anos, do escritor Candido Otto da Luz.